Barcelona: Montjüic, Parque Güel e Bosque de les Fades

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No nosso último dia em Barcelona, após a segunda-feira de Páscoa e o jantarzinho para nossos amigos, separamos dois lugares históricos para dedicar nosso tempo: Castelo de Montjüic e o parque Güel.

Castelo de Montjüic

Situado em uma colina ao sul de Barcelona, é acessível através de metrô e funicular com o mesmo bilhete. Após o funicular ainda há a opção de subir o parque a pé ou comprar um teleférico em uma pequena fila.

Transferência do trem para o Funicular que sobe Montjüic. Do ponto final deste, pegue o teleférico.

Transferência do trem para o Funicular que sobe Montjüic. Do ponto final deste, pegue o teleférico.

Ao chegar lá em cima o primeiro choque: O Castelo não é um local bem visto pelo povo da cidade.

Imponente fortaleza de passado macabro, hoje o castelo já tem uma energia diferente.

Imponente fortaleza de passado macabro, hoje o castelo já tem uma energia diferente.

Nós escolhemos a visita guiada, por se tratar de um lugar que tem muita coisa para dizer e fez parte de diversos momentos da história espanhola.

Vincenz, guia oficial, antes de nos mostrar os segredos escondidos do castelo explica: “Construído inicialmente para proteger a cidade, Mont Jüic após as guerra civil espanhola acabou por ‘mudar de lado’ diversas vezes com as mudanças de regime e passou a simbolizar prisão para o povo.”

Antigas masmorras, restauradas para lembrar um passado que não deve se repetir.

Antigas masmorras, restauradas para lembrar um passado que não deve se repetir.

Quando questionado sobre a capacidade da prisão. Estima-se que 3000 pessoas chegaram a ser presas aqui e mais de 850 perderam suas vidas em execuções. Muitos habitantes de Barcelona conhecem ou tem alguém em suas famílias das gerações anteriores que sofreu algum tipo de repressão e chegou a este castelo.”

Parte superior de Montjüic, com vista para o interior da Plaza de Armas. Ainda há a torre a conquistar!

Parte superior de Montjüic, com vista para o interior da Plaza de Armas. Ainda há a torre a conquistar!

Após a década de 1960 o governo da cidade encerrou as atividades do Castelo como prisão. Desde então ele serve para abrigar espetáculos de grupos de dança famosos, clubes de arco-e-flecha, e um pequeno museu de guerra. Há também um Mausoléu que hoje homenageia todos aqueles que, independente de qual lado, deram a vida pela Espanha.

Para subir à torre, escada secular em espiral. Viagem no tempo!

Para subir à torre, escada secular em espiral. Viagem no tempo!

A visita termina subindo até o topo da Torre mais alta, onde Vincenz se despede da gente com um pedido: “Falem pras pessoas virem nos visitar e conhecer o trabalho que temos para substituir as lembranças ruins desse castelo por novas e boas memórias.”

Torre do castelo conquistada! Agora descer tudo...ufa!

Torre do castelo conquistada! Agora descer tudo…ufa!

Um almoço farto no restaurantezinho do castelo: lasagna de espinafre, saladas, carnes, bebida e sobremesa. Tudo por 12 Euros…

Parque Güel

No dia anterior já havíamos visto a Sagrada Família de Gaudí. Hoje separamos a tarde para conhecer o Parque Güel, também projetado com as idéias do famoso arquiteto. O parque é acessado através de metrô + ônibus ou a pé. Caminhando há 4 dias pela cidade, optamos dessa vez pelo transporte público.

Entrada do Parque Güell! É por aqui que a visita termina na realidade...

Entrada do Parque Güell! É por aqui que a visita termina na realidade…a esquerda, a famosa “Casa del Guarda”.

Originalmente, o espaço era reservado para construir um condomínio de casas com desenhos exclusivos e foi dado a Gaudí a respondabilidade de desenhar espaços e os projetos das casas. Alguns anos depois, a construtora faliu e a cidade acabou por terminar o projeto como parque, dando a ele as mesmas formas orgânicas apresentadas em putras obras da cidade.

As formas orgânicas de Gaudí no parque Güell.

As formas orgânicas de Gaudí no parque Güell.

O parque tem uma boa infraestrutura: uma parte gratuita aberta ao público, e uma parte mais exclusiva acessada via ingresso e com hora marcada que é aquela que vemos em diversas mídias, inclusive em uma passagem do filme “Vicky Cristina Barcelona” de Woody Allen.

Salamandra no Güell, Woody Allen "dirigiu filmes" por aqui!

Salamandra no Güell, Woody Allen “dirigiu filmes” por aqui!

Visitar a área exclusiva é como visitar a cabeça de alguém como Salvador Dali: colunas tortas, formas redondas, composições com ladrilhos; bancos, tetos e escadas que parecem derreter, louças quebradas e recicladas mostram toda a criatividade do arquiteto. Os críticos ou historiadores de arte que me perdoem, achamos legal também porque parece por vezes que estamos no sonho de uma criança apaixonada por doces.

Parece que estamos em um ambiente feito de doces!

Para quem tem smartphone há uma wi-fi do parque, é disponibilizado um aplicativo que traz informações sobre cada peça do parque e é possível ler e escutar enquanto caminhamos. Depois de uma tarde agradável, retornamos para o nosso último compromisso do dia.

Bosque de les Fades.

Um pequeno bistrô escondido, o Bosque é pitoresco, ao entrar temos a impressão realmente de que estamos em algum livro de histórias para crianças. Árvores, sons da natureza, água, fonte, pontes e um ar mágico dão o toque especial meia luz romântica, bom para bater um papo juntinho a dois, ou mesmo dividir um vinho com os amigos.

Entrada do Bosque, prestar muita atenção para não perder o lugar, que é um pouco escondido.

Entrada do Bosque, prestar muita atenção para não perder o lugar, que é um pouco escondido.

O interessante do Bosque é que, no fim da tarde (transição para a noite) as árvores e o “céu” do bosque parcem se iluminiar com relâmpagos, chuva, vento…e temos até a impressão de que fadas pousam em nossas roupas. Mas é preciso chegar por volta das 17hs para ver o espetáculo.

Espetáculo mágico no entardecer encanta os turistas (e as esposas)

Espetáculo mágico no entardecer encanta os turistas (e as esposas)

O bosque oferece uma variedade de petiscos, vinhos e bebidas. No lugar, você faz o seu pedido no Balcão, paga e leva seus pratos até a mesa, não adianta chegar, sentar e aguardar o garçom. Nossa sugestão é para ficar com as empanadas, sanduíches quentes e o vinho doce da casa. Um casal gasta aproximadamente 15 Euros para passar um fim de tarde/noite agradável.

Não espere pelo garçom, vá até o balcão e faça seus pedidos, diversos petiscos são o carro chefe da casa.

Não espere pelo garçom, vá até o balcão e faça seus pedidos, diversos petiscos são o carro chefe da casa.

Com muito de Barcelona no coração…hora de descansar…próxima etapa! Roma!

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Piloto, maridão da Alessandra Soncela. De vez em quando mete o bedelho e escreve alguma coisa sobre gastronomia e viagens! Afinal dividir nossas experiências com nossos visitantes é divertido!

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